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Mas que cidade é essa? A cidade parece ter entrado no espaço eletrônico, no espaço da reprodução massiva de imagens que são vistos através das janelas dos computadores. Para Paul Virilio deste fato decorre uma crise na noção de dimensão, acompanhada de uma crise do inteiro, “a crise de um espaço substancial (contínuo e homogêneo)...”(17) Assim a imagem da cidade é colocada como uma questão; parece agora imprescindível levá-la em conta. A esfera pública virtual aparece como mais uma dimensão da cidade.
Pelo termo “espaço público” Habermas nos diz entendê-lo como o domínio de nossa vida social onde a opinião pública pode ser formada, cujo acesso, à princípio, é disponível a todos. A esfera pública se constitui quando um grupo de pessoas privadas junta-se para formar um público e lidar com questões de interesse geral sem serem sujeitos à coerção. “Qualquer encontro que não se limita a contatos de observação mutua, mas que se alimenta de liberdade comunicativa que uns concedem aos outros, movimenta-se num espaço público, constituído através da linguagem.”(18) Apesar de Habermas refutar a idéia, existe uma aproximação entre a comunicação informal que se desdobra livremente entre indivíduos e comunidades no ciberespaço e o conceito de esfera pública idealizado por ele.