A documentação de um trabalho efêmero torna-se o registro daquele acontecimento. A imagem é o que resta do fato, do qual não se tem mais acesso direto. A realidade é intermediada por um instrumento... Os meios eletrônicos oferecem reproduções massivas das imagens e transformaram de uma vez por todas a percepção do entorno. Susan Buck-Morss menciona o fato de que “a tentativa de reviltalizar a cidade como esfera pública teve lugar exatamente quando o poder – econômico, político e cultural – ingressavam na geografia desterritorializada e global do ciberespaço. (...)Enquanto as cidades reais desaparecem, a imagem da cidade ganha em atrativo mercantil.”
(9) A imagem da cidade passa a adquirir importância na definição de identidades espaciais, como produtos para consumo. Estas identidades são criadas na forma de megaprojetos, que mais buscam equivaler à uma cidade que ser parte dela; são “cidades dentro da cidade”
(10) , verdadeiras “máquinas antiurbanas”
(11) , uma prática coletiva de “hipermultidão”
(12).