Esta rua é considerada um lugar “abandonado, por estar esvaziado(...) desprovido de sentido”
(7) por Richard Sennett. Para ele a organização técnica do espaço urbano dada por arquitetos levou a cidade a ser vista como puramente passagem, perdendo assim o sentido para experimentação. Este espaço público morto cria uma nova cultura urbana capitalista que passa a ser ditada por agentes econômicos que faz da cidade uma espécie de “maquina do crescimento”
(8) . A terra passa a ser tratada como mero ativo financeiro e, quanto mais aberta à especulação fundiária, mais o capital atua por meio da pilhagem e da destruição das condições de produção do espaço.